Controle da temperatura de suínos pode ser alcançada com correta estratégia nutricional

16 março 2021

Controle da temperatura de suínos pode ser alcançada com correta estratégia nutricional 

Controle da temperatura de suínos pode ser alcançada com correta estratégia nutricional

Antonio Moita, da Trouw Nutrition, explica as causas do estresse calórico na suinocultura e seu impacto no ganho de peso dos animais

As diferentes fases de desenvolvimento dos suínos envolvem cuidados nutricionais específicos para atingir o máximo desempenho possível. Assim como a formulação da dieta está ligada às exigências nutricionais de determinado período, o controle de temperatura na granja também muda ao longo do processo produtivo e precisa ser adequado às novas necessidades.

 “A porca em lactação é um bom exemplo para entender as particularidades de cada fase da criação. Durante o período lactacional, para atingir uma maior produção de leite, a porca precisa incrementar o consumo de ração e para isso, a temperatura é um fator preponderante. A temperatura ideal para estimular essa ação varia entre 16°C a 21°C. Da maternidade à creche, a atenção deve ser redobrada já que os leitões passam por diversos tipos de estresse, dentre os quais o choque da adaptação. Nessa fase, a variação de temperatura não pode ser mais um desafio: o ideal aqui é manter em 32°C ao nascer, chegando a 25°C na saída da creche (tabela)”, explica Antonio Moita, gerente técnico de Suínos da Trouw Nutrition.

O especialista destaca que o monitoramento das condições ambientais deve ser frequente para que, em caso de grandes variações, ações térmicas e terapêuticas sejam colocadas em prática o mais rápido possível, mitigando possíveis danos. As mudanças climáticas repentinas, como aumento de calor ou queda brusca da temperatura, levam ao estresse calórico e interferem no consumo de ração e, consequentemente, na digestão e aproveitamento dos nutrientes pelos animais.

“Em ambientes muito quentes, o suíno não é capaz de dissipar todo o calor produzido pelo processo de digestão, ocasionando estresse calórico. A respiração ofegante e queda na ingestão de alimento são sinais clínicos em resposta a essa condição. O aumento do calor corporal reduz drasticamente o consumo de ração, queda no ganho de peso e na produção de leite nas porcas em lactação”, alerta Antonio Moita.