Resíduo da produção de etanol de milho, DDG é atrativo para nutrição dos bovinos de corte, aponta pesquisa da Unesp e da Trouw Nutrition

27 abril 2020

Estudos conduzidos pela Trouw Nutrition e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – campus Jaboticabal durante quatro anos comprovam que o DDG (resíduo da produção de etanol de milho de alto teor de proteína) pode ser utilizado com ganhos econômicos e de desempenho nas dietas como substitutos dos ingredientes proteicos nobres, que têm alto custo para os pecuaristas.  “A motivação da Trouw Nutrition era gerar dados com o DDG brasileiro para entender melhor sua administração nas dietas tropicais e, assim, poder levar informações para o pecuarista, que sempre está atento a opções de alta performance e redução de custos. O DDG é uma fonte de proteína com oferta crescente no Brasil devido às destilarias de álcool a partir do milho”, explica João Benatti, gerente de produto para Ruminantes da Trouw Nutrition.  Relatório sobre as conclusões do estudo foi elaborado pelos membros do Grupo de Pesquisa UnespFor, do setor de Forragicultura e Pastagens, e apresentou resultados em dois períodos de criação: águas (recria) e secas (terminação). O relatório teve a orientação do professor dr. Ricardo Andrade Reis e do pós-doutorando Eliéder Prates Romanzini.   A utilização de DDG na alimentação de ruminantes no Brasil ainda é pequena, devido à produção de etanol de milho ainda ser pequena. Porém, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) diz que o Brasil precisará de 100 novas usinas de etanol até 2020 para atender à demanda interna do combustível. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oferta de milho no Brasil é superior ao consumo interno, o que poderia torná-lo um excelente produto para etanol.   “Já há indústrias que utilizam o milho para produção de etanol e elas ofertam DDG ao mercado, principalmente na região Centro-Oeste. Por isso, pesquisas no país utilizando o DDG na alimentação de ruminantes são importantes. É preciso pensar na expansão deste segmento agroindustrial e no consequente aumento da oferta deste coproduto”, ressalta João Benatti.  Durante a recria (estação das águas) foi avaliada a inclusão crescente de DDG como fonte de proteína não degradável no rúmen (PNDR) em substituição ao farelo de algodão e suplementos com diferentes aportes nutricionais com DDG em sua composição, fornecidos para bovinos de corte manejados em pastagens. “Foi possível avaliar consumo, digestibilidade total aparente, balanço de nitrogênio, eficiência de síntese de proteína microbiana, parâmetros ruminais, eficiência no ganho de peso e na utilização do nitrogênio, desempenho animal e produção de metano”, informa Benatti.  Na estação seca do ano, quando ocorre a fase final da engorda dos animais, foram comparados sistemas de terminação: Confinamento Expresso® e confinamento convencional. O relatório concluiu que nenhuma restrição pode ser observada em relação ao uso do DDG na dieta de bovinos de corte. O maior impedimento verificado diz respeito ao custo do coproduto. “O pecuarista tem de levar em conta, sempre, a lei da oferta e da procura, fator fundamental para a tomada de decisão quanto ao uso ou não, pois normalmente a disponibilidade desses ingredientes oscila durante o ano, devido à sazonalidade do processo de industrialização”, destaca o gerente de produto Ruminantes da Trouw Nutrition.


Estudos conduzidos pela Trouw Nutrition e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – campus Jaboticabal durante quatro anos comprovam que o DDG (resíduo da produção de etanol de milho de alto teor de proteína) pode ser utilizado com ganhos econômicos e de desempenho nas dietas como substitutos dos ingredientes proteicos nobres, que têm alto custo para os pecuaristas.

“A motivação da Trouw Nutrition era gerar dados com o DDG brasileiro para entender melhor sua administração nas dietas tropicais e, assim, poder levar informações para o pecuarista, que sempre está atento a opções de alta performance e redução de custos. O DDG é uma fonte de proteína com oferta crescente no Brasil devido às destilarias de álcool a partir do milho”, explica João Benatti, gerente de produto para Ruminantes da Trouw Nutrition.


Relatório sobre as conclusões do estudo foi elaborado pelos membros do Grupo de Pesquisa UnespFor, do setor de Forragicultura e Pastagens, e apresentou resultados em dois períodos de criação: águas (recria) e secas (terminação). O relatório teve a orientação do professor dr. Ricardo Andrade Reis e do pós-doutorando Eliéder Prates Romanzini.

A utilização de DDG na alimentação de ruminantes no Brasil ainda é pequena, devido à produção de etanol de milho ainda ser pequena. Porém, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) diz que o Brasil precisará de 100 novas usinas de etanol até 2020 para atender à demanda interna do combustível. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a oferta de milho no Brasil é superior ao consumo interno, o que poderia torná-lo um excelente produto para etanol.

“Já há indústrias que utilizam o milho para produção de etanol e elas ofertam DDG ao mercado, principalmente na região Centro-Oeste. Por isso, pesquisas no país utilizando o DDG na alimentação de ruminantes são importantes. É preciso pensar na expansão deste segmento agroindustrial e no consequente aumento da oferta deste coproduto”, ressalta João Benatti.

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Durante a recria (estação das águas) foi avaliada a inclusão crescente de DDG como fonte de proteína não degradável no rúmen (PNDR) em substituição ao farelo de algodão e suplementos com diferentes aportes nutricionais com DDG em sua composição, fornecidos para bovinos de corte manejados em pastagens. “Foi possível avaliar consumo, digestibilidade total aparente, balanço de nitrogênio, eficiência de síntese de proteína microbiana, parâmetros ruminais, eficiência no ganho de peso e na utilização do nitrogênio, desempenho animal e produção de metano”, informa Benatti. 

Na estação seca do ano, quando ocorre a fase final da engorda dos animais, foram comparados sistemas de terminação: Confinamento Expresso® e confinamento convencional.

O relatório concluiu que nenhuma restrição pode ser observada em relação ao uso do DDG na dieta de bovinos de corte. O maior impedimento verificado diz respeito ao custo do coproduto. “O pecuarista tem de levar em conta, sempre, a lei da oferta e da procura, fator fundamental para a tomada de decisão quanto ao uso ou não, pois normalmente a disponibilidade desses ingredientes oscila durante o ano, devido à sazonalidade do processo de industrialização”, destaca o gerente de produto Ruminantes da Trouw Nutrition.